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Fonte: Youtube / Upload: Tácio Candeia

• Aqui venho trazendo um pequeno vídeo, falando um pouco da vida de Manuel Bandeira e logo abaixo irás encontrar a poesia Vou-me embora pra Pasárgada, uma das mais bonitas e interessantes poesias do mesmo!

Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconseqüente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que nunca tive

E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio

Mando chamar a mãe-d'água

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Rosa vinha me contar

Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir a concepção

Tem telefone automático

Tem alcalóide à vontade

Tem prostitutas bonitas

Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

— Lá sou amigo do rei —

Terei a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada. ☺

Texto extraído do livro "Bandeira a Vida Inteira", Editora Alumbramento – Rio de Janeiro, 1986, pág. 90


Comentário da Poesia: Primeiramente, Manuel Bandeira não tinha lá uma vida muito fácil. Devido a tuberculose que descobriu em 1904, teve muitas dificuldades em sua vida, porém sem nunca desistir da mesma. Esta poesia relata uma vida excelente, onde era filho do rei(ou seja, podia tudo), brincava de bicicleta, entre outros (coisas que não podia fazer com sua doença). Porém dentre tantos fatos bons, existe um que mesmo com tanta felicidade ele ainda tinha mágoa, pensando até em si matar =/


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